17/02/2012

Um mal inevitavel? - Por Jane Murback

Esse post foi tirado com autorização da Jane, do Blog Mulheres Impossiveis.


Minhas mais recentes pesquisas apontam para um dado alarmante: boa parte das mulheres na minha faixa etária embarangaram, e embarangaram feio!
Tudo bem que a vida não é fácil pra ninguém – me incluo totalmente nessa – e que ter filho/filhos pode roubar sua cintura, e que tem muito marido pior que a solidão, e que andar de ônibus/100 km de trânsito todo dia enche a gente de pé de galinha…. mas, né?
Meu maior medo é ter embarangado também e não ter perecebido, porque o que mais tem no mundo é gente que não se enxerga. Ô coisa triste, livrai-me meu Deus!
Não sei se há uma regra interna entre as mulheres de que com a idade você adquire o direito de ser meio caidinha, só sei que não compartilho. Muito pelo contrário. A idade impõe mais obrigações de ser arrumar, passar um rímel, usar uma roupa adequadíssima, nem que você tenha grana pra ter uma única calça preta ou jeans que preste! Foram-se os tempos em que tudo me caía bem.
Só as jovens, muito jovens, podem se dar ao luxo de uma roupa qualquer, uma sandália de dedo, e uma cara lavada.
Mas voltando ao tema, o embarangamento que observo tem a ver com corpo. As mulheres engordam (até aí normalíssimo) e continuam se vestindo com a mesma roupa de quando tinham 10 kilos a menos ou não se preocupam em voltar ao peso anterior, levando-as a usar cada vez mais roupas com cara de barraca de camping, preferencialmente estampadas.
Além da roupa, tem o estado de espírito da pessoa que não está bem com sua imagem, e aí vai ser afundando cada vez mais, deixando a vida levar!
Que a cara e a bunda caem, é fato. Agora deixar que isso me faça parecer 10 anos mais velha, vou evitar o máximo que for possível.  Fora quer o fato de estar gorda, magra, com ruga, esticada, tem que ser UM item do conjunto da obra e não a própria obra.
Outro detalhe: a noite, todo gato é pardo. Contextualizando: de roupa, arrumada, com a pele em dia e com cabelo em ordem, todo mundo é bonito!

E olha o que a Danuza me disse:

"… a idade de ouro das mulheres, nos dias de hoje, é entre 45 e 55. É quando ela pode desfrutar da vida com maturidade e liberdade, sem querer o impossível, e valorizando muito mais o possível. E se ela se cuidar, vai continuar linda e sexy."

E apenas para fazer justiça: os homens também embaragam. E muito!

Assunto de mulher: Look do dia - Por Camilla Carvalho

Esse post foi retirado com autorização da Camilla, do blog Mademoiselle Paris.




Queria descobrir em 24 horas
Tudo que você adora...
Tudo que te faz sorrir.
E num fim de semana 
Tudo que você mais ama
E no prazo de um mês
Tudo que você já fez...
É tanta coisa que eu não sei, 
não sei se eu saberia 
chegar até o final do dia sem você!

Look preguiçoso de quem teve um dia daqueles. E precisava se sentir leve. Make? O que é isso? Tô dando um tempinho pra pele respirar... (o que também pode ser chamado de preguiça aguda de mocinha dodói. Como preferirem! hehehe)



Vestido, Marisa; Cinto, Acervo, Sapatilha, lojinha do china

Fotos: Mademoiselle Paris


Enfim eu saberia
Trezentos e sessenta e cinco noites bastariam
Pra me explicar por que
Como isso foi acontecer...
Não sei se eu saberia
Chegar até o final do dia sem você!

Assunto de mulher: Cover-up


Esse post foi retirado com autorização da Bruna, do Blog Cerejan'Pimenta 

Cover-up vem do inglês, significa, cobrirabafar.
Pois bem, esta nossa leitora, está fazendo cover-up de uma tatuagem dela, ou seja, cobrindo uma antiga tatuagem.
Os motivos para isso acontecer são muitos, as vezes não se gosta mais, aquela tatuagem não faz mais sentido, não gosta do trabalho ou simplesmente enjoou.
Por isso antes de fazer, é bom pensarmos bastante e escolher um bom profissional, não adianta pagar barato… tatuagem não é barato! E é algo sério!
Separei umas imagens de cover-up para vocês.







Pessoal, tenham um belo final de semana!


Assunto de mulher:



Veja o que elas indicam esta semana:
Amanda e Gabriela do blog Starving!


Amanda: Eu super indico o kit com 22 pinceis da Coastal Scents
Eles são super macios, não soltam pêlos e a variação do kit é perfeita!
O melhor de tudo é que custa apenas U$34.95! 
http://www.coastalscents.com/brushes/sets-and-cases/br-set-011.html

Gabriela: Eu indicaria os pincéis também... Mas já que a Mandy recomendou, vou indicar o meu rímel, é o One by One da Maybelline
Gosto de cílios bem saparadinhos e longos e era viciada no Phenomen'eyes daGivenchy. Ambos conseguem mais ou menos o mesmo efeito, mas o que me fez trocar o "ouriço" é que, com o One by One, é mais rápido! Acho que ainda não vende no Brasil, o que é uma pena, mas vale a pena perturbar o SAC da Maybellinee cobrar a versão nacional! Rsrs... 
http://www.zip-magazine.com/wp-content/uploads/2011/03/Maybelline-Jade-One-by-One-Mascara_lrnew.jpg

Aconteceu - Produção em Cena: Noite a Luz de Velas no Café da Madre


Na noite que quinta-feira, 16/02, aconteceu mais um evento da agência Produção em Cena, no palco do Café da Madre, em SJCampos. A casa estava tão cheia, que num determinado momento as meninas fecharam as portas, por não ter mais lugar disponivel! 

Para quem ainda não esteve no Café da Madre, durante o dia o ambiente é esse:



Durante a noite, para a apresentação musical na Noite a Luz de Velas o ambiente fica assim:


Formação musical: Déo Lopes, Marcio de Oliveira, Cauique Bonsucesso e Denilson de Paula.


Quem entende de moda também aprecia boa música!



De vez enquando uma pausa prum dedo de prosa e um copo d'água!





As ganhadoras dos brindes da loja Estação Carioca!




E para encerrar a noite, Sambeiro, música do novo disco da Banda Trem da Viração!


É importante deixar registrado nosso agradecimento ao público que respondeu ao chamado pela maillist, facebook, twitter... Agradecemos a Susi do Café da Madre e também, a loja Estação Carioca!

16/02/2012

Conto: do reino de Fundação do Cassianinho


Uma crítica muito bam humorada do pessoal que é sempre colocado a margem pelo poderio capitalista público dde SJC.





Segue o EDital para publicação no Planeta Diário, bem como também em todos veículos oficiais, somente não pode ser fixado atrás da porta do Mister Socialite  Chilique Botox Templario


Conforme deliberado ontem, fica  a indicação dos membros da Banca Examinadora para suplantar o acervo técnico e prevalecer o exame da audição, que deverá ser composta pelos seguintes:

Dito Moldura - Bailarino nº 01, nº 02 e também nº 03, do corpo principal do Balê Municipal , com longa experiência em apresentações no Teatro Municipal Invertido inclusive com toadas perfomáticas Country.

Rizmeire Semnon Sãs - Cantora Ex Vocalista grupo Punks Forever, ex Vocalista Banda Gospel Renascida dos Escombros e atualmente atua como figurante em
 Comissões de Frente

Gregor Contradarwin - Biológo patologista e vice-diretor artistico, dentre suas largas experencias desenvolveu a Teoria Seletiva através da separação de ervilhas, o que lhe garantiu a coordenação no processo de seleção.


Vale ressaltar aos interessad@s no processo seletivo de descadastramento deverão trazer toda a documentação pessoal e acervo técnico em três cópias AUTENTICADAS e protocolarem na Secretaria Executiva em até 30 (trinta) minutos da antes da audição.

CRÔNICA: É o samba

Eu não entendo, mas toda vez que ouço a bateria de uma escola de perto, eu acendo, eu brilho, eu balanço e choro. É um negócio que toca por dentro, que faz o coração bater o bumbo, o pandeiro e a cuíca. Ah, a cuíca! A cuíca arrepia e cutuca a alma, faz sorrir o velho e a menina, faz a vida parecer infinita, bonita, bonita demais. E vem a molecada dos tamborins, a gente sente tudo junto batendo no peito, sente o ritmo e o balanço, a ginga da morena, da lourinha Bombril, do mulato faceiro. A gente explode por dentro  e espreme a vida num sorriso verdadeiro.
Eu nunca entendi, mas quando vejo as pessoas descendo a avenida, eu sinto a garganta se dobrando num nó, eu que não sei sambar nem rebolar, eu que não sei tocar um só instrumento nem cantar, eu que estou longe de ser foliã, sou incapaz de resistir ao apito do mestre batuqueiro,  ao samba da moça de corpo desenhado, ou aos largos sorrisos das baianas engordadas pelos vestidos imensos. Eu me entrego, deixo o samba me levar, me lavar por dentro.
Eu não sei o que é, mas aquece por dentro e anima, feito caninha de engenho do interior, fogueira de festa junina, amor de menina. Talvez seja o samba, as mãos descendo e subindo num vai e vem incansável surrando os instrumentos, talvez seja o suor no rosto feliz de cada integrante da escola, talvez seja o enredo, o samba, a cuíca, os pés na sandália de prata marcando para sempre a avenida. Pode ser que seja apenas meu coração que sintoniza os tambores, as caixas, os agogôs e se vê parte do samba, do som.
Eu nunca soube de onde vem tanta alegria, pois se a mesma gente que sofre e labuta, pena e trabalha de repente, da noite pro dia se veste de  alegria, de ridículo, de feliz e sai do jeito que for, trajando escandalosas fantasias, inusitadas, cômicas, sai e samba, e mexe os braços, a cabeça, rebola com a vida num ritmo alucinante, contagiante, único.
Eu não entendo, mas ouço a escola chegando, o samba batendo e por um breve instante tudo que é louco no mundo faz sentido, tudo que é feio e vil se faz bonito. É o Carnaval? É sim, é o Carnaval.
Quase já posso ouvir, é o samba chegando, a tradição, dias de abandonar a tristeza, o amargo, as angustias da vida e se deixar envolver por qualquer coisa, um sambinha no botequim, o beijo no meio da dança, um confete nos cabelos da moça, um abraço daquele velho amigo que só aparece no feriado mais esperado. Já sinto a terra tremer, é o samba que vem e varre as ruas de alegria, o samba da favela e da burguesia, é o samba que nivela o país. Você já ouve, você sente? É o samba!

15/02/2012

Educadores: Respeito à vida!

Saudações leitores!

Como passaram a semana?

"O carnaval está aí, batendo a nossa porta, podemos abri-la (para que gosta) ou não (para quem não gosta). De qualquer forma, torna-se oportuno falar do tema de hoje: respeito à vida!

Independentemente da crença, todos nós cuidamos do nosso bem-estar, às vezes, de forma um pouco duvidosa, mas o que importa é que ninguém quer acabar com a própria existência, quer? Se nós desejamos nos manter saudáveis, porque não temos sempre atitudes positivas?

Qual a relação disso com o carnaval? Nesta época, empolgamos em chegar logo ao destino do nosso carnaval (praia, interior, montanhas, etc.), não nos lembramos de alguns detalhes muito importantes, como ter cautela na estrada, respeitar ao limite de velocidade, não ultrapassar em locais proibidos, ter respeito pelo outro motorista (pois xingar a mãe dele não faz os outros carros desaparecerem), ser paciente (sabemos que quem escolheu como destino o litoral e for descer na sexta à noite vai enfrentar trânsito de qualquer maneira), etc.

Sabemos bem o que o estresse e a falta de prudência nas estradas podem causar, não somos super-homens, nem mulheres maravilhas, somos humanos com limitações e acidente de trânsito não acontece só com o vizinho. E... o pior, acidente de trânsito pode matar! Tenhamos respeito pela nossa vida, pela vida daqueles que estão em nosso carro e, até mesmo, pela vida daqueles os quais nem conhecemos; afinal, eles também têm mãe, talvez, filhos, cônjuge...

Aproveitemos este momento para curtir os amigos e a família, mesmo no trânsito! Temos tantos meios, muitos deles tecnológicos, para nos distrair durante uma viagem, não? Que tal colocar o papo em dia? Ou simplesmente cantar!?

No carnaval, as pessoas também ficam mais abusadas, não? Abusam da bebida, abusam da cordialidade e abusam dos hormônios! Resolver as coisas no “braço” não leva a lugar algum. No máximo ao hospital! Respeitar à vida também é não se envolver em brigas. Quantas consequências dão uma “pequena” briga!!! Vocês provavelmente conhecem várias histórias de pequenos conflitos resolvidos com o combate físico e aonde tudo isso chegou!

Não nos esqueçamos de que álcool e direção não combinam! Novamente, reconheçamos as nossas limitações. A sugestão é eleger o motorista do dia, o qual ficará por uma noite sem beber. A vida daqueles que nos são queridos vale esse esforço, não?

Antes de qualquer reação imprudente, lembre-se de que do outro lado também tem uma vida! E... que toda ação tem uma reação!

Bom carnaval pra quem vai pular e pra quem vai descansar!

14/02/2012

Chamada Produção em Cena: Noite a Luz de Velas


É com grande alegria que trazemos para o Café da Madre os músicos Déo Lopes, Cauique Bonsucesso e Marcio Oliveira, da Banda Trem da Viração, para apresentarem um reperório de sambas de raiz, para o público frequentador e também para as pessoas que adoram a música feitas por eles!

Haverá sorteio de brinde da loja Estação Carioca!

Por favor, faça sua reserva pelo telefone: 12 3945-0558






Papo de Fotógrafo


Foto de Rique Fróes - Todos os direitos reservados

O que é uma boa fotografia?

Já me fiz essa pergunta várias vezes, e acho que a boa foto tem alguns pontos em comum:

Criatividade – Apesar de ser abstrato, o termo criatividade nesse caso, significaria o uso da imaginação, o frescor na abordagem do assunto, o uso de cortes incomuns, itens que podem elevar o trabalho ao campo da arte.

Estilo – É o que difere seu trabalho de outros, é a maneira diferente, mas consistente de mostrar sua interpretação sobre o assunto fotografado.

Boa composição – É arranjar de maneira interessante o assunto na foto, usar proporções harmoniosas, simetria, ritmo no caso elementos repetidos e distribuir bem as cores e espaços.

Cuidado com a cor – Assunto com cores adequadas ou mesmo usando as cores de forma criativa, de forma a mostrar uma interpretação pessoal do autor. Lembre que o Preto e o Branco também são cores, além do que as fotos em PB têm uma gama de tons de cinza.

Atenção ao centro de interesse – Assunto em destaque, deixando clara a intenção do autor, sem elementos que distraiam e tirem a atenção do tema da foto.

Boa Iluminação – Cuidado com a luz, contraste, meios tons, sombras.

Técnica – Conhecimento técnico de fotografia é importante, assim como procurar entender a arte é necessário. Assim podemos por exemplo, fazer fotos com temas abstratos de forma consciente.

A foto conta uma história – Como já escrevi em outro artigo, a boa fotografia conta uma história, deixando espaço para que o observador crie, assim como um bom livro faz com seu leitor.

Vocês puderam observar que não falei aqui em equipamento, isso porque a boa fotografia independe de marca ou modelo de câmera fotográfica.

Esses são alguns pontos que destaquei para que, na minha opinião, uma foto seja considerada boa.

Ao mesmo tempo, não leve isso como regras que devem ser anotadas e seguidas à risca.

Observe as fotos que você mais gosta e veja se elas contém um, alguns ou nenhum dos itens que eu descrevi aqui.

O importante é fotografar com alegria e entusiasmo, se o resultado ainda não é o que você busca, com a prática ele certamente chegará.

Um grande abraço a todos.
Até a próxima!

Se quiserem conhecer um pouco do meu trabalho fotográfico, clique aqui.

Siga-me no twitter clicando aqui.

Informe Produção em Cena: Nova parceria - Brigadeiríssimo Ateliê.



É com grande alegria que informamos a todos e todas, que fechamos parceria com a Brigadeirissimo Ateliê, e que a partir de agora contamos com mais esse importante apoio, para realização das ações em prol do desenvolvimento cultural alternativo e independente da cidade. 

Brigadeiro - Romeu e Julieta


 
O brigadeiro é um maravilhoso doce brasileiro.
Chegou a hora de descobrir suas possibilidades e variações.
A Brigadeiríssimo traz para São José dos Campos o primeiro espaço especializado nesse doce, elaborado com os melhores produtos nacionais e importados do mercado, com chocolate belga e castanhas selecionadas.

13/02/2012

ANTROPOLOGIA CULTURAL - Por Ana Moura



ADEUS À CARNE!


O Carnaval nasceu na Grécia, isso mesmo, na Grécia, por volta dos anos 600 a.C. No princípio era uma festa para agradecer seus deuses pela fertilidade do solo à época da colheita. Como muitas das festas ditas pagãs, foi adotada em 590 d.C. pela Igreja Católica, para agradar literalmente a gregos e troianos.

O termo, originário do latim, carne vale (adeus à carne) deu origem à palavra Carnaval e criou a ideia de que “tudo é permitido”, no dia que antecede aos quarenta dias de jejum da Quaresma. Seria o momento da fartura e o mais importante é salientar que, sempre foi uma festa popular, onde o povo podia sair às ruas para se divertir. 

Na Antiguidade, em Roma, o Carnaval acontecia de 17 a 23 de dezembro, ninguém trabalhava (nem os escravos), as restrições morais eram relaxadas e um rei de brincadeira era eleito para comandar o cortejo pelas ruas. Durante o Renascimento, foram incorporadas as máscaras e as ricas fantasias, como as do Carnaval de Veneza. A Sociedade Vitoriana, no século XIX, deu origem aos desfiles de fantasias e óbvio, Paris foi o principal modelo exportador.

Todo tenta entender como é calculada a data para o Carnaval. Explico: os feriados eclesiásticos, exceto o Natal, estão vinculados à Páscoa. O Domingo de Páscoa é o primeiro após a primeira lua cheia a partir do equinócio do outono. O Carnaval a antecede a Páscoa em 47 dias, não 40 como se imagina. Simples, não?

Quanto ao Carnaval do Brasil, que está no Guinness Book como o maior do mundo, difícil não falar sobre os problemas sociais envolvidos. Existe sim, um lado ainda lúdico, das marchinhas, dos blocos de rua, das cidades pequenas, invadidas por centenas de jovens foliões, mas também sabemos que os filhos do Carnaval são muitos e, em sua maioria, bastardos. Além disso, as DSTs se propagam de maneira insólita com a facilidade da falta de cuidado dos ensandecidos. Mas isso é um assunto que não combina com a alegria da festa, não é mesmo?

De qualquer forma, seja na antiguidade, seja no mundo contemporâneo, o Carnaval assumiu o papel de extravasar muitas das mazelas humanas. Já que a sociedade cobra tanto, que haja um período para não ser cobrado por nada.

Desejo que todos se divirtam durante o feriado. Volto daqui a 15 dias! Não, não vou extrapolar durante a folia, mas estarei longe do computador, torcendo para que o país comece a funcionar depois da quarta-feira.



11/02/2012

Moda - Por Bruna Tau


Olá pessoal!
Eu sou Bruna idealizadora do blog Cereja n’ Pimenta, junto com minha amiga Karen Magalhães falamos de feminices em gerais, culinária vegatariana e tatuagem.
A Convite do Júlio, trouxe aqui para vocês umas das minhas pesquisas em moda favorita, falo um pouco sobre cada década, de 20 até 50, para quem gosta de Moda é importante ler, já que a moda é cíclica, para captar as tendências ou identificar a pegada de alguma coleção, falando assim a grosso modo.
Década de 20

Marcados pelos cabelos curtos, lábios vermelhos, cigarros, culto a juventude, década embalada pelo som das jazz-bands e pelo charme das melindrosas, pela intensidade e por fim em 1929 a Grande Depressão.
A seda era o tecido predominante, as silhuetas eram tubulares, já que estavam livres do século XIX e seus espartilhos, os vestidos eram mais curtos e leves, mostravam, mesmo que discretamente, braços e costas.
Década de 30

Depois de uma década cheia de vida e intensidade, conhecida como os anos louco, surge uma década de elegância e mais contida.
O crash da bolsa de Nova York em 1929 ainda era sentida, a alta costura perdeu grande parte de seus clientes, a crise era mundial!
Com a crise materiais baratos como o algodão e casimira, eram usados para confeccionar vestidos de noite, eram retos e justos, os decotes profundos nas costas marcaram a década.
Década de 40

Com a segunda guerra mundial os gurda-roupas ganharam formas e cores de uniformes militares.
Grandes e famosas maisons parisienses acabaram por fechar ou se mudaram de lá, porém algumas permaneceram e mesmo com tecidos escassos a moda sobreviveu.
Criou-se o ready-to-wear (pronto para usar), era uma forma de produzir roupas de qualidade em grande escala.
O corte era reto e masculino, em estilo militar. Os tecidos eram pesados e resistentes.

As saias eram mais curtas, com pregas finas ou franzidas. As calças compridas se tornaram práticas e os vestidos, que imitavam uma saia com casaco, eram bastante usadas.

Em 1947, a guerra já tinha se findado, Christian Dior apresentou sua primeira coleção de alta costura, super luxuosa, as mulheres da época ansiavam por ela.
Carmel Snow, a lendária redatora-chefe da revista americana de moda Harper´s Bazaar batizou a longa saia rodada de tecidos luxosos de Dior como New Look.
Década de 50

Depois do vestuário limitado e escasso do tempo da guerra, a década de 50 foi o tempo da alta costura, o apogeu! Nunca houve tantos costureiros.
O New Look de Dior continuou a existir, as mulheres voltaram a se vestir de forma mais feminina e glamourosa, era tempo de voltar a cuidar da aparência.
Coco Chanel reabriu sua maison e no fim da década de 50, lança o Tailleur. Chanel sempre adepta do simples, prático e elegante.
Um grande beijo pessoal,

10/02/2012

Chatices, mesmices e meiguices - Por Ana Paula Santana




Ah, nós mulheres! Somos tão complexas e são tantas as manias, as carências, os afazeres, os desejos e os amores. E a vaidade que nos domina.

E quando a carência bate temos a necessidade de compensar fazendo ou comprando algo. E de repente surgem as vitrines convidativas e os manequins parecem criar vidas e nos chamam e chamam...entramos em transe...paixão à primeira vitrine.
Entramos na loja e nos entregamos totalmente, principalmente, se descobrimos que há roupas em promoção. Já era! Fomos rendidas pela palavra PROMOÇÃO. Qual a mulher que resiste a ela?
Somos capazes de brigar com outras mulheres por uma última peça de roupa. E o mais engraçado é que do mesmo jeito impulsivo que tivemos para adquirir tal peça, quando a temos o desejo se vai e a roupa será mais uma não usada, escondida no fundo do armário. E a paixão repentina se vai, pois a carência foi saciada.
E assim enlouquecemos os homens com as nossas manias, ou seriam, válvulas de escape não compreendidas. Mas torna-se um problema quando a mania se transforma em compulsão. Deve haver um equilíbrio e fiquemos atentas quanto a isso.
Cortamos o cabelo, mudamos a maquiagem, fazemos as unhas, vestido e sapato novos e ele não nota? Isso é imperdoável! Quando nos produzimos queremos ser notadas e elogiadas. Vivemos os sintomas da insatisfação diária. Essas alterações de humor, a chamada bipolaridade e ainda temos a maldita TPM, essa sigla uma das mais temidas pelos homens, além do IR, IPVA, IOF e etc. Conheço alguns que fogem de suas namoradas nesse período, e os maridos que procuram chegar bem tarde em casa para que o "tempo de conflito" seja menor, ou encontre as esposas já dormindo. Existem aqueles  que vão para outro mundo e deixam as respectivas mulheres berrando ou falando às paredes. Não é fácil, amigos!
Somos seres de fases como a lua. Gostamos quando percebem uma mudança nossa, e a nossa vaidade pede elogio, queremos silêncio, sentimos desejo, necessidade de sexo, pedimos carinho.
Precisamos da distância para sentir saudade. E de vez um quando dar um basta na rotina com as "mesmices" que nos irritam. Jamais seremos entendidas, mas sejamos então compreendidas, queridas, desejadas e amadas.
Amamos ser surpreendidas. A mulher precisa ter a certeza de que o homem a quer, e o "eu te amo", por vezes não dará o mesmo efeito que um gesto, uma atitude causará. Somos místicas e detalhistas, e na maioria das vezes, viajamos em histórias sem sentido que criamos, mas quando temos a certeza de que somos realmente amadas, qualquer mimimi será apenas para uma quebra de rotina.
Recatadas, prendadas, guerreiras, frágeis, inocentes, maquiavélicas, vingativas, carentes, independentes, sonhadoras, realistas...várias em uma só.

Ana Paula Santana é colaboradora deste Blog.

Moradora de São Paulo/SP é da geração anos 80, formada em Comunicação Social/Publicidade, uma apreciadora (torcedora) de futebol fanática pelo Palmeiras (mas não cega aos problemas), é fascinada pela História da Civilização, amoante das artes, curte rock, trabalha como analista em atendimento corporativo e no último ano enveredou com maior intensidade no mundo das redes sociais através dos smartphones e tablets, mais especificamente no mundo da Apple. 

09/02/2012

Viva e deixe viver

Vivemos nesse mundo sob a velocidade que nos é imposta pelos dias, pelas necessidades e objetivos, pela vida que quase atropela. Vivemos nos empurrando adiante, superando fracassos, perdas, cansaços, superando e seguindo em frente porque parar simplesmente não é possível.
Até que a vida vem e para alguém próximo, um vizinho, um parente, um desconhecido que o jornal noticia, o dedo do destino vem e põe fim a vida de  pessoas em tragédias, catástrofes, fatalidades ou em manobras simples e cotidianas. E então, constatamos que a vida para.
As notícias, as ausências de pessoas que partem inevitavelmente nos levam a um questionamento interno, desses que aparecem quando a cabeça repousa no travesseiro e os olhos demoram fechar.  Porque constatamos estupefatos que as pessoas são interrompidas em seus afazeres, viagens, planos, esperanças, simplesmente e sem maiores explicações.
Viver é a resposta simples para qualquer dúvida. Encontrar tempo para viver em meio a correria diária, buscar uma pausa no trabalho necessário para assistir ao por de sol, tomar um sorvete como se fosse criança, sentindo a delícia do sorvete, a textura, o sabor. Parar por um instante para fazer algo que goste, qualquer coisa, jogar videogame, ler gibis, comprar flores, cultivar um jardim, dançar sozinho na sala, visitar um amigo, um irmão, a mãe, o pai. Cuidar de você, viajar para onde seu dinheiro permitir, tomar um vinho ou um suco ou uma coca com o prazer e a volúpia de um sedento. Viver  é tão simples e tão complicado! Porque quase não temos tempo para essas coisinhas simples, não paramos para olhar, observar a paisagem, não paramos para respirar, para esquecer-se de nos preocupar com dinheiro, trabalho, contas a pagar, compromissos, não paramos até a vida nos parar.
O tempo é precioso, é nosso bem mais valioso e dele nos perdemos um pouco por dia. Permita-se viver a maior parte do tempo, viver intensamente e não passar pelos dias apenas cumprindo seus deveres e obrigações, como se a vida fosse um fardo e não um milagre diário. E celebre por estar sobrevivendo a esses dias loucos, à violência, ao trânsito, às catástrofes, a loucura e o caos da modernidade! Celebre sem parar antes que a vida nos pare.