19/01/2012

As redes nossas de cada dia

Abro os olhos pela manhã, caminho para o usual, um café da manhã, conversas sonolentas com familiares, escovar dentes, mudar roupa e quase que automaticamente ligo o computador. Daí vem a parte estranha, o que não acontecia há poucos anos atrás e que hoje se tornou  um hábito, quase um vício. Através de redes sociais como o twitter ou facebook passo a distribuir bons dias a essas pessoas que na maioria das vezes nunca encontrei pessoalmente, mas que de algum jeito passaram a fazer parte da minha vida.
Nessas redes, observo diariamente que mais e mais pessoas se conectam entre si, criam elos através de frases soltas, interesses em comum, imagens, fotografias e essa interação como quase tudo na vida tem várias facetas, desde o simples início de uma bela amizade até uma relação perigosa com um desconhecido.
Costumo dizer que as pessoas nessas redes mostram apenas o que querem que o resto do mundo veja, muitas vezes constroem uma personalidade social por poder contar com a distância permitida pela internet. E esse personagem quase fictício tem um milhão de amigos e relacionamentos à distância que não raramente acabam em frustração ou desapontamento.
Gente que se torna uma companhia constante e em algum dia some sem deixar vestígios ou explicações, gente que vai e vem, gente nova todos os dias, novos avatares, gente que copia as suas melhores frases e publica como se fosse autor, gente muito boa, gente muito ruim, erros de português, de inglês, de autoria, de informação. Se pararmos pra pensar, ao entrar em alguma dessas redes, passamos a caminhar sobre uma espécie de campo minado, repleto de perigo de explosões e sim, de perdas.
Ao mesmo tempo conheci amigos fiéis, mesmo que distantes, conheci melhor pessoas que estavam perto, mas com quem não tinha contato, amizade e passei a ter. Aprendi significados de expressões novas e estranhas como “stalkear”  (‘vigiar’ exageradamente outra pessoa) “kibar” (forma de plágio), enfim, tenho contato com pessoas de vários Estados, países, conheço a cada dia novas culturas, reencontro velhos amigos, tenho conhecimento de  profissões e personalidades que talvez na vida ‘real’ eu jamais tivesse, tenho acesso a vários tipos de informações banais ou jornalísticas rapidamente.
 Não sou nenhuma perita em redes sociais, sou uma simples usuária. Mas acredito que, por essa ser uma área novíssima, devemos ser cautelosos. Se você não é um personagem, se usa seu nome, seus princípios e tudo que você é nessas redes, recomendo moderação nos comentários pessoais e respeito às pessoas que certamente farão de você uma ilha, cercado de todo tipo de informações. Temos novas ferramentas em nossas mãos e cada um as usa de acordo com as próprias necessidades. Se tivermos isso em mente, não sairemos magoados ou decepcionados com amigos virtuais, mas sim teremos grande chance de melhorar nosso círculo de amizade e aumentar nosso conhecimento em geral.
 É necessário termos em conta que tudo que escrevemos ou postamos pode ou não estar sendo lido e analisado, que tudo o que jogamos na internet chegará a alguém que está do outro lado e se tomarmos cuidado para que nosso conteúdo de postagens não ofenda ou magoe teremos uma longa e quase feliz vida virtual. 

3 comentários:

  1. Graças à internet, posso te ver na minhha TL, todos os dias! #adoro

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  2. Ótima abordagem Dani, parabéns!! Eu mesmo já trouxe pessoas da vida real pra esse mundo virtual. E não foram poucas! Pessoas com quem tenho contato e pessoas com quem me tive uma relação pessoal ou que me relacionei mais intimamente. Muito pertinente sua explanação. Obrigado por fazer parte da equipe.

    bjbj

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  3. É bem por ai mesmo!Texto perfeito e de leitura clara. Deixo aqui a parte que mais gostei. Ah, e amo vc , amiga querida!

    "Se pararmos pra pensar, ao entrar em alguma dessas redes, passamos a caminhar sobre uma espécie de campo minado, repleto de perigo de explosões e sim, de perdas."

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