ADEUS À CARNE!
O Carnaval nasceu na Grécia, isso mesmo, na Grécia, por volta dos anos 600 a.C. No princípio era uma festa para agradecer seus deuses pela fertilidade do solo à época da colheita. Como muitas das festas ditas pagãs, foi adotada em 590 d.C. pela Igreja Católica, para agradar literalmente a gregos e troianos.
O termo, originário do latim, carne vale (adeus à carne) deu origem à palavra Carnaval e criou a ideia de que “tudo é permitido”, no dia que antecede aos quarenta dias de jejum da Quaresma. Seria o momento da fartura e o mais importante é salientar que, sempre foi uma festa popular, onde o povo podia sair às ruas para se divertir.
Na Antiguidade, em Roma, o Carnaval acontecia de 17 a 23 de dezembro, ninguém trabalhava (nem os escravos), as restrições morais eram relaxadas e um rei de brincadeira era eleito para comandar o cortejo pelas ruas. Durante o Renascimento, foram incorporadas as máscaras e as ricas fantasias, como as do Carnaval de Veneza. A Sociedade Vitoriana, no século XIX, deu origem aos desfiles de fantasias e óbvio, Paris foi o principal modelo exportador.
Todo tenta entender como é calculada a data para o Carnaval. Explico: os feriados eclesiásticos, exceto o Natal, estão vinculados à Páscoa. O Domingo de Páscoa é o primeiro após a primeira lua cheia a partir do equinócio do outono. O Carnaval a antecede a Páscoa em 47 dias, não 40 como se imagina. Simples, não?
Quanto ao Carnaval do Brasil, que está no Guinness Book como o maior do mundo, difícil não falar sobre os problemas sociais envolvidos. Existe sim, um lado ainda lúdico, das marchinhas, dos blocos de rua, das cidades pequenas, invadidas por centenas de jovens foliões, mas também sabemos que os filhos do Carnaval são muitos e, em sua maioria, bastardos. Além disso, as DSTs se propagam de maneira insólita com a facilidade da falta de cuidado dos ensandecidos. Mas isso é um assunto que não combina com a alegria da festa, não é mesmo?
De qualquer forma, seja na antiguidade, seja no mundo contemporâneo, o Carnaval assumiu o papel de extravasar muitas das mazelas humanas. Já que a sociedade cobra tanto, que haja um período para não ser cobrado por nada.
Desejo que todos se divirtam durante o feriado. Volto daqui a 15 dias! Não, não vou extrapolar durante a folia, mas estarei longe do computador, torcendo para que o país comece a funcionar depois da quarta-feira.

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